quarta-feira, 27 de maio de 2009

Vital Moreira «esqueceu» o que inscreveu na Constituição

O secretário-geral do PCP afirmou, esta terça-feira, que a revolução no ensino que o cabeça-de-lista do PS às europeias referiu é «a negação» do «ensino universal» que Vital Moreira ajudou a inscrever na Constituição Portuguesa, mas que agora «esqueceu».
Vital Moreira defendeu, esta terça-feira, a ideia de que o Governo está a levar a cabo uma «revolução» no ensino e na formação profissional em Portugal, que atinge sobretudo as regiões do interior. O candidato socialista «já confunde revolução com contra-revolução», disse, esta terça-feira em Coimbra, Jerónimo de Sousa, no final de uma "arruada" ao lado da número um da lista da CDU ao Parlamento Europeu, Ilda Figueiredo.
O comunista lembrou a polémica do estatuto dos professores e as dificuldades sentidas pelos alunos do ensino superior, «com a vida cada vez mais dificultada pelo preço das propinas», tal como a situação das instituições de ensino, «cada vez mais confrontadas com o garrote financeiro» para perguntar: «É esta a revolução de que esse candidato fala? A situação que levou a que milhares e milhares protestassem e lutassem como nunca se tinha visto em Portugal», sublinhou.
Para Jerónimo de Sousa, o que o actual Governo promoveu no ensino «não foi uma revolução», mas antes «uma negação» daquilo que Vital Moreira «ajudou a inscrever na Constituição da República - o ensino geral, universal, com possibilidade de acesso a todos e não em conformidade com as suas capacidades económicas».
«Como as pessoas, para mudar, se esquecem dessa contribuição positiva que deram, para agora estar a defender o que é indefensável em relação ao ensino em Portugal», criticou.
Noticiado pela TSF terça-feira 26 de Maio pelas 22:15


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